sábado, abril 04, 2009

Caso sério!!!


Certa vez uma amiga se queixava entristecida a falta de um relacionamento duradouro.
- “O que há de errado comigo?” Questionava. “Cara tudo que eu quero é ter um namorado para chamar de meu, andar de mãos dadas, irmos ao cinema domingo à tarde...”
Sem saber como reagir diante de tal desabafo, me lembrei que namorar, de acordo com o dicionário consultado, é um verbo que – apesar do desuso atual - significa cortejar, cativar, seduzir, atrair, cobiçar, desejar ardentemente, ficar encantado, possuir-se de amor, apaixonar-se.
Hoje, ela circula por aí fazendo jus a frase de outra amiga querida, “chama que vem”. Assim fica mais que comprovado que o universo realmente conspira a favor, quando solicitado.
Outro caso me foi contado enquanto ela retocava seu protetor labial com a graça que toda menina “quase” carioca tem.
- disse; “tenho o dedo podre”, “Basta começar a namorar para “eles” inventarem um mestrado, doutorado ou mesmo um teste para novo emprego, bem longe. Mas, desta vez eu irei junto!
Enquanto ela falava sua voz ia se confundindo com minhas memórias sobre o assunto.
Fred (um mineirinho super gato), sempre se saia com o argumento de que “nossos ancestrais apenas se preocupavam com a procriação, não existiam questionamentos sobre fidelidade nem sobre a relação - a famosa DR, que a homaiada odeia -. Daí o mundo evoluiu para o dialogo, as mulheres queimaram seus sutiãs em praça publica, a internet e a velocidade das informações surgiram, enquanto os casamentos desmoronavam.
Estava criada a dicotomia do amor.
A ansiedade pela liberdade sexual do mundo contemporâneo, onde (... ninguém é de ninguém, é de todo mundo, e todo mundo se quer bem...) e ainda o desejo incansável de se conquistar outro par de pés para nos esquentar nas noites frias, gastar umas horinhas na praia, discutir sobre o ultimo lançamento cinematográfico, ligar pra dar boa noite, o gesto de cuidar por cuidar, chazinho de canela especial, dançar juntinho, dividir a coca, sentir ciúmes, pedir atenção, rir da cara amassada e bejar... bejar... bastante.
Reunidas assim, essas lembranças transformaram um simples desejo de namorar em utopia.

Um comentário:

  1. Bravoooo! Putz amiga... tava inspirada, heim! Assino embaixo!
    Beijão

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