quinta-feira, outubro 19, 2006

O tempo transformador!!!

























Em Setembro de 2006 eu fui conhecer o MAM-RJ,a exposição era: UM SÉCULO DE ARTE BRASILEIRA; coleção Gilberto Chateaubriand. Caminhando entre as obras senti-me paralisada pela imagem dentro de uma caixa. A minha frente estava um dos famosos Bólide Caixa 18, Poema Caixa 2 (Homenagem a Cara de Cavalo), de Helio Oiticica que ironicamente havia sido rejeitado em 1965 exatamente por esse Museu, por representar uma manifestação de cunho político. A obra contém uma frase: “Seja Marginal, Seja Herói”.

ref:http://www.itaucultural.org.br/

Fotos: Itaú Cultural/ DERCON,1998, p.121.

sábado, outubro 07, 2006

A Moda de Zezé Monteiro






















Zezé Monteiro foi indicada para o V Prêmio Vitória Fashion 2006 por representar um talento único no cenário da Moda Capixaba!! O resultado poderá ser conhecido em breve através do site:

http://www.tvvitoria.com.br/vitoriafashion/premio/

Uma amostra dos trabalhos de criação da moça está representada aqui pelas modelos :

Renata Destman, Gabriela Taquetti (de costas), Adriana Ramos(de frente), Gabriela Taquetti e novamente Renata Destman.


segunda-feira, outubro 02, 2006

!! LIBERDADE!!


A gravata tinha uma cor vermelha que contrastava com a sobriedade do terno trazendo-lhe uma alegria que se refletia na face, quando me viu, mesmo de longe, abriu um sorriso iluminado. Continuei caminhando sem coragem de olhar para trás. Enquanto caminhava senti uma leveza de propaganda de sabonete, ainda bem que não flutuava, pois o susto seria maior quando o despertador tocou!

Levantei-me ainda sonolenta para seguir a rotina. Uma chuveirada para despertar enquanto a água ferve.

Com a caneca de café nas mãos sentei-me para ler os jornais do dia na gravata? Gravata?
Desatei numa gargalhada. O que diriam os analistas de sonhos? Jamais poderei citar Freud sem o auxílio de outras leituras, afinal as descobertas do Cara, de que os sonhos têm um conteúdo psicológico fundamental revolucionaram o estudo da mente. Os conhecimentos desenvolvidos por Freud trouxeram os sonhos para o campo da Psicologia e demonstraram que estes são tão somente as realizações de desejos, disfarçados ou não, satisfeitos em pleno campo psíquico, e agora??
Calem-se!!!
Ouçam o silencio
Absorvam a paz que dele emana
Aprendam com o silencio
Silencio divino
Silencio
Façam silencio
O silencio da alma
Sejam fieis ao silencio!!
Porque sinto que nem Freud nem essa lua absurdamente cheia irão conseguir aquietar meus pensamentos em busca de tal significado, mas sei e com certo alívio que não se trata de uma gravata, mas de uma faixa!!!
Passei os últimos dias absorvendo esses pensamentos. Confundindo sonhos, realidade e estados. Abri a porta da sacada uma brisa mais afoita espalhou meu perfume pelo recinto, exagerei na dose novamente, gostaria que fossem feronômios espalhando loucura por aí, mas infelizmente creio não tê-los mais, pensei ao mesmo tempo em que o ar gelado me fez estremecer o corpo trazendo-me a realidade, não eu não acredito nela, mas o chamado estridente do telefone e a gota que escorria nas minhas costas insistiam em me contestar. A curiosidade e a vontade de “ver” o silêncio restabelecido me fizeram optar por atender a secar os cabelos.
Boas notícias!!
Lá ia eu para um banho de cultura, carregando a faixa na minha imaginação.
Coloquei na bagagem uma folha em branco e uma caneta com o desejo ardente de que toda a impressão do que vivenciasse me trouxessem a solução de transportá-la da minha caixa virtual para a tridimensionalidade.
Fazendo um balanço nas anotações duas palavras me intrigaram. Elogio. Elegia.
Elogios são perigosos. Escondem a perversidade, afagam o ego e cegam a humildade. Ao lado de elegia uma interrogação, era para me lembrar essa constância mórbida no meu observar porque teria eu anotado tais palavras se tudo que me lembrava remetia ao sol e a alegria? Talvez pela distância da lembrança pelo que eu realmente queria lembrar... A ponta da minha caneta teima em escorrer tristeza exaltando uma personalidade que eu não conhecia em mim.

Ando esquisita... Ando esquisita.

Entre as linhas do concreto a boca se mexia incessantemente e ele ao mesmo tempo gesticulava e envergava para frente como uma ameaça a impor sua força imaginária, toda aquela falácia de certo não era para me atingir, mas reverberava pela incompreensão dos fatos. Resolvi desfocar tudo que o cercava circulando mais e mais o rápido vai e vem dos seus lábios ao mesmo tempo sentia-me no centro do fim do desfile da minha escola preferida.

Audacem Forsque Venusque iuvant”